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MANIPULAÇÃO DA REALIDADE

A habilidade de manipular a realidade configura-se como uma das formas mais poderosas de interferência no plano narrativo e combativo, razão pela qual sua utilização está sujeita a restrições rigorosas. O objetivo principal desta norma é preservar o equilíbrio entre os participantes, assegurando a autonomia dos personagens e evitando práticas abusivas que comprometam a integridade do sistema.

Proibição de Manipulação Direta da Realidade do Adversário

É estritamente proibido utilizar qualquer forma de manipulação da realidade que interfira diretamente na existência, nas ações ou nas capacidades do personagem adversário. Consideram-se infrações a esta norma os seguintes exemplos:

  • Manipular a probabilidade de sucesso de uma ação do adversário, como fazê-lo tropeçar ao tentar caminhar ou falhar automaticamente em um teleporte;

  • Alterar o destino ou a condição física/mental do oponente, transformando-o, por exemplo, em uma criatura irracional;

  • Interferir diretamente na trajetória, na eficácia ou na estrutura de habilidades utilizadas pelo oponente, de modo que estas falhem ou sejam neutralizadas por manipulação probabilística ou metafísica.

Qualquer tentativa de anular ou restringir a atuação do oponente por meio de manipulação direta de sua realidade será considerada uma ação inválida.

Utilização Permitida: Projeção de Habilidades e Efeitos

É permitida a manipulação da realidade como meio para criar ou projetar habilidades, desde que os efeitos produzidos não afetem diretamente a estrutura existencial ou narrativa do adversário. Nessa modalidade, a manipulação da realidade atua como ferramenta de criação ou projeção, e não como meio de intervenção direta sobre o oponente.

Exemplos de uso permitido:

  • Manipular e condensar energia do caos para originar um campo elétrico de 10 metros quadrados, capaz de paralisar qualquer personagem que adentre a área;

  • Projetar um feixe de energia destrutiva com propriedades específicas, como desintegração de matéria, desde que atue como habilidade convencional e não como modificação da realidade do adversário.

Nesse contexto, a manipulação da realidade é tratada como um meio narrativo de fundamentar a origem de uma habilidade, sem que isso implique violação da integridade do oponente.

Aplicação Restrita de Manipulação Probabilística e de Automanipulação

Manipulações relacionadas à probabilidade, destino, causalidade ou demais formas de alteração subjetiva da realidade são permitidas exclusivamente sobre o próprio personagem, nunca sobre terceiros. Essas manipulações devem obedecer ao princípio da autolimitação e jamais podem ser utilizadas como mecanismo de anulação das ações adversárias.

Exemplos de aplicação legítima:

  • Aumentar a própria chance de acerto ou sucesso em uma ação específica, mediante alteração da própria sorte ou alinhamento probabilístico;

  • Modificar o ambiente ao redor para criar uma estrutura defensiva, como uma muralha de pedra, alterando a realidade do solo ou do espaço físico — desde que tal alteração não interfira diretamente no adversário.

É vedado, portanto, o uso de manipulação probabilística para reduzir ou eliminar as chances de êxito de um ataque inimigo, ou para anular sua durabilidade e potência, ainda que de forma indireta.
 

— Atenciosamente, Millennium Society

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